Monday, 3 May 2010
Depois da chuva
(Recebi em um daqueles e-mails encaminhados)
- Depois de tanta chuva, Eduardo Paes anunciou a construção da Hidrelétrica da Lagoa Rodrigo de Freitas.
- No Rio não se fala mais direita e esquerda. Agora é bombordo e estibordo!
- Se a Maratona do Rio fosse em Abril, o Cesar Cielo ia humilhar!
- Depois do airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais importantes nos carros do Rio.
- O melhor serviço de entrega no Rio é do Submarino.
- Ninguém passa fome no Rio, Bolinho de Chuva é o que não falta.
- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje?
- Quem acha que a água do mundo está acabando não mora no Rio.
- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.
- Agora sim, os governantes melhoraram a vida do carioca, todos têm residência com vista para o mar.
- O Lula está lançando o BALSA-familia pra ajudar Rio e São Paulo.
- Lula e Cabral cumpriram o prometido: água e esgôto na casa de todo mundo.
- A Marta Suplício recomendou aos cariocas: relaxa e bóia!!!
- Teve gente que se salvou da enchente porque estava transando com uma boneca inflável.
Quero entrar de férias entrar no weheartit todo dia
Wednesday, 7 April 2010
Águas de Março
Foi pau, foi pedra, foi o fim do caminho o dia de ontem… queria realamente ter ido para a aula! E eu fico tão frustrada quando os meu planos não dão certo! Cheguei a ir para o ponto de ônibus que, GRAÇAS A DEUS (aliás, tudo ontem foi um Graças a Deus, para mim, pelo menos), é perto da minha casa, não seguindo as recomendações da minha mãe a avó, as quais achei exageradas. Chegando lá, cadê o ônibus?? Porque eu já desisti de pegar ônibus lotado (aqueles que parecem caminhões de carga de gado – tadinho dos boizinhos, por sinal), e os dois únicos 247 que passaram estavam inentráveis. Aí, voltei. Mas não antes de tirar essa foto da propaganda da traseira de um dos 247:
Sim! É um anúncio daquela versão de “Orgulho e Preconceito” com zumbis, adaptação que eu acho um tanto quanto ridícula, “Ogulho e Preconceito e Zumbis”. Nada “a ver” isso… Para fazer propaganda e lançar os clássicos da Jane Austen, uma das melhores escritoras do mundo e de todos os tempos, as editoras brasileiras são preguiçosas, a ponto de Austen não ser muito conhecida por aqui. Mas divulgar essas versões estranhas num 247 parece tão fácil… Isso só foi o começo das bizarrices do dia de ontem…
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Eu sei que não estamos mais em Março, mas o título vem bem a calhar… com esse calor absurdo que fez neste verão, só podia chover assim mesmo! Sensação térmica de 50º!
Eu não gosto de ficar julgando os outros, nem ficar reclamando das coisas públicas, mas algumas coisas me irritam, como certos âncoras de certos jornais da tv aberta que emitem suas opiniões indejesáveis durante a notícia. O que causou os eventos de ontem foram um conjunto de fatores, dentre eles a ocupação das encostas SIM! É triste falar isso? Sim, mas não é “desumano”, é simplesmente um fato. Ao retirar a vegetação natural dos morros, seus solos ficam “frágeis” e com mais toneladas de águas e ainda perfurações para canos, a tendência e consequência normal é que ele ceda, “quebre” e caia, levando tuudo que tem pela frente. Isso se aprende na 7º série do primário, e não é chato falar que a culpa (odeio essa palavra, mas não penso em uma substituta) por isso é da população, como disse o governador. Agora, É CLARO, que outros fatores também fizeram o problema, como, obviamente, a falta de uma política habitacional no passado, ou seja, a histórica omissão do poder público (do qual eu detesto reclamar também), que não proporcionou habitação decente, ou pelo menos, ajudou essas pessoas a se instalarem em locais seguros e adequados. Além disso, a diminuta fiscalização sobre essas construções proibidas também foi um fator. Também deve-se lembrar que não é apenas a população de baixa renda que constrói em enconstas, mas também grandes construturas e cidadãos mais abastados não respeitam o meio ambiente. A população toda, em conjunto, na verdade, sejam moradores dos morros, das planícias, dos apartamentos e condomínios do Recreio, da Urca ou da Baixada (e, é claro, o poder público) contribuem para o Rio de Janeiro continuar sendo uma cidade suja e mal estruturada: continuam jogando sacos de lixo no chão, para a chuva levar e entupir os ralos, além de lixo simples, como papéis disso, daquilo, comida, copos de plástico, palitos e etc… Daí, quando vem uma chuva mais forte e mais continuada, a culpa é do poder público, do governador, do prefeito e da natureza. Não devo negar a parcela de responsabilidade que o poder público tem, mas não se pode reclamar d’algo quando não se faz nada para tentar melhorá-lo ou quando, pior, contribui-se e também causa-se o problema. Um dia desses (e não faz muito tempo!), vi uma senhora com os cadernos de um jornal na mão. Ela simplesmente pegou um deles (provavelmente um no qual não era interessada) e jogou no chão. Um monte de folhas de papel que a senhora jogou, no chão; na verdade, em um canteiro de árvore. Depois, é culpa do prefeito. É culpa da natureza. Depois, eu perco aula, e o meu dia fica todo atrapalhado. O problema do Brasil é mais o povo do qualquer mazela externa. Um ato desse gênero não é apenas um ato feio de se perceber, não é só falta de educação (moral), é uma falta de respeito com a natureza que nos fornece todos os recursos essenciais para a sobrevivência de qualquer ser; com a árvore que, nos dias de calor extremo, nos fornece sombra, frescor e ar puro (que fazem bastante diferença nos meses de verão no Rio); com o próprio poder público que, bem ou mal, possui gente que ainda faz o seu trabalho; com os outros cidadãos brasileiros que pagam impostos para sua cidade e suas ruas continuarem limpas, bem tratadas e não serem alagadas; e com Deus, que…, bem, deu mãos, dedos, olhos e dinheiro para essa cidadã comprar o jornal.
Saturday, 13 March 2010
Peluzo presidente
Wednesday, 10 March 2010
O Útil e o metrô
Assim, sobre o imposto de renda, deixo um link sobre o que pode ser deduzido, para vcs mostrarem ao papai e à mamão caso eles tenham ainda alguma pequena dúvida sobre isso:
http://dinheiro.br.msn.com/tributos/artigo.aspx?cp-documentid=23604710
Ainda, no site da previdência social, é possível achar muitas informações sobre o sistema e já fazer a sua inscrição como contribuinte para não perder tempo. Este é o link sobre a Aposentadoria sobre Tempo de contribuição:
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=19
Esta é a página inicial do site do Ministério da Previdência Social:
http://www.previdenciasocial.gov.br/index.php
Espero que você se anime e comece, não apenas dessa maneira, a organizar sua vida e a pensar no seu futuro e depois, é claro, me agradecer por essas informações úteis.
Putz, eu acho que estou é com sono, sabia... ficar falando de Previdência Social às 16h da tarde de uma quarta-feira pré semana de volta às aulas... eu hein... rsrsrsrsrsrsrsrs!
Até!
Saturday, 18 April 2009
Se essa rua fosse minha...
"As terras do atual bairro do Méier faziam parte do Engenho Novo dos Jesuítas, que abrigava, no início do século XIX, a extensa “Quinta dos Duques”, de José Paulo da Mata Duque Estrada e Dulce de Castro Azambuja. A filha do casal, Jerônima Duque Estrada, casou-se com o “guarda roupas do Paço”, Comendador Miguel João Meyer, descendente de alemães, e tiveram nove filhos. O primogênito, Augusto Duque Estrada Meyer, se destacou como acompanhante do Imperador Dom Pedro II, recebendo o título de “Camarista” e extensas terras abrangendo desde a Estrada Grande (atual Dias da Cruz) até a Serra dos Pretos Forros, em cujo sopé ficava a sede de sua Fazenda São Francisco (no final da atual Rua Camarista Méier).
O Camarista Meyer abriu várias ruas em suas propriedades, dando a elas nomes de seus familiares –Carolina Meyer, Frederico Meyer, Joaquim Meyer etc - e formando o novo bairro, já então conhecido como Meyer. Em 1879, por iniciativa de Lucídio Lago, a Companhia Ferro-Carril, com tração animal, cruzou o Meyer. Somente em 1907 chegaria a tração elétrica, com a linha Engenho de Dentro - Largo de São Francisco.
Em 13 de maio de 1889, foi inaugurada, na Estrada de Ferro Dom Pedro II (Central do Brasil), a Estação do Meyer, devido ao aumento da população e dos loteamentos recém abertos. O bairro crescia de forma precária – chegou a sofrer duas epidemias de cólera – e, com o tempo, seu nome foi aportuguesado para “Méier”. À medida que era saneado, mais moradores chegavam, de tal maneira que as autoridades o elevaram a 18° Distrito da Cidade do Rio de Janeiro. Daí para frente progrediu rapidamente e vários estabelecimentos surgiram.
O comércio deu vida própria ao Méier com grandes lojas, casas tradicionais e magazines. A Rua Dias da Cruz tornou-se o principal eixo do bairro que, com a abertura do Shopping Center do Méier, consolidou-se como importante centro dos subúrbios adjacentes, abrigando o Hospital Salgado Filho, o Colégio Metropolitano, a Biblioteca Municipal Agripino Grieco, o Sport Clube Mackenzie, a Igreja Batista do Méier, a Igreja Sagrado Coração de Jesus, a União Espírita Suburbana e o “Baixo Méier”, local de concentração de bares com intenso movimento noturno."
Nota: A denominação; delimitação e codificação do Bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280 de 23 de agosto de 1985.
Tuesday, 19 February 2008
Livros, hein?
Estou tendo a excelente idéia de "roubar" os temas da minha redação do colégio para escrever aqui. Mesmo aqueles temas sendo, na verdade, os piores possíveis: "A violência na cidade", "O adolescente de hoje", "PAN-AMERICANO 2007 - O esporte como incentivador de cidadania", "Os problemas da educação e saúde", "A televisão fazendo cabeças", "O Brasil e o futuro", enfim... temas essencialmente sem nenhuma criatividade para pessoas - estudantes - igualmente sem. Mas, tudo bem, é compreensível que esses sejam realmente os temas para vestibulando, estudantes e tal, mas, para mim escrever sobre isso em apenas 30 LINHAS é torturante! E é o que acontece umas 2 vezes por bimestre e o que aconteceu hoje. E enquanto pensava em como resumir e o que cortar do meu rascunho de dissertação, me ocorreu que "blogs" são infinitos e não são exames de vestibular. O tema de hoje foi "A importância do livro na formação do cidadão." Sinceramente, ao mesmo tempo que é possível se fazer apenas uma frase para confirmar essa citação - é, "confirmar", pois se alguém tem ainda alguma dúvida de que "livros" são importantes na "filosofia cidadã" , por favor, pare de ler este artigo agora - também é possível escrever um livro sobre essa importância. E realmente, a minha maior dificuldade nessas redações é escrever, expor e explicar minhas opiniões em apenas curtíssimas 30 linhas!
Fragonard - "The Reader"
"O Capítulo da Vergonha"
Ouvir que a leitura é fundamental para a formação do indivíduo e que livros deviam estar mais presentes em nossos dias já é costume. Mas, na verdade, o principal costume, o de ler, não foi ainda propriamente adquirido pelo povo brasileiro, que desconhece a real importância deste bom hábito.
O que para algumas pessoas é lazer, para a maioria dos brasileiros é obrigação. A leitura, principalmente a de livros, é vista como uma atividade maçante e dispensável, essencialmente pelos jovens, que só possuem contato com algum tipo de literatura no colégio. Telenovelas parecem ser muito mais atraentes. E não apenas para esses jovens, mas para suas famílias também.
É claro que aqui não se afirma a inapropriedade de telenovelas ou da televisão, nem que estes estão substituindo em geral o hábito de ler. Não há nenhuma substituição à leitura. Ela simplesmente é presente ou não, não substituída. Muitas pessoas, inclusive jovens, apreciam ao mesmo tempo livros e televisão. Jane Austen está certa quando diz que "the person, be it gentleman or lady, who has not pleasure in a good novel, must be intolerably stupid." (a pessoa, seja ela um cavaleiro ou uma dama, que não aprecia um bom romance deve ser intoleravelmente estúpido). Muitos atestam então que em outras épocas, inclusive na época de Austen, não existia televisão, sendo assim os romances e folhetins contando histórias de amor, aventura e até suspense faziam muito sucesso e que hoje, com a televisão, as pessoas acabam acompanhando as histórias de amor, aventura e suspense pelos filmes e telenovelas. Mas não se trata de uma questão de substituição. O livro ainda ainda apresenta histórias não apenas de amor, aventura, suspense, drama e etc, como na televisão, mas também uma imensa variedade de temas, não só com romances, mas com contos, crônicas, biografias e outros. Se trata sim de uma questão de maior apelo. A televisão é mais, muito mais apelativa, já que lida com o sentido mais apelativo que existe, o da visão, da imagem, que emociona e muito o espectador. Além disso, as histórias rápidas, sem muito reflexão, as que possuem mais efeito e mais apelação realmente fazem mais sucesso do que qualquer outra coisa entre a maioria das pessoas. No que tange pois à formação e educação do indivíduo e do cidadão, não se deve contar apenas com a televisão e suas histórias em telenovelas, já que elas objetivam muito mais a distração do que a informação.
Almeida Junior - "Leitura"Na maioria das vezes, esses adolescentes sem o costume da leitura nunca tiveram contato com um livro sequer quando crianças, e nem seus pais quando pequenos e, assim, tak hábito ocioso perdurou por gerações. A família tem grande influência na formação do indivíduo. Há exceções, mas o hábito da leitura vem de criança. E vem do lar. As lutas a favor dos livros, promovidas pelo colégio e pelo governo, que não estão surtindo efeito, comprovam tal fato.
Eu, por exemplo, sempre fui, desde pequenininha, acostumada a livros. Eu simplesmente adorava aqueles livros infantis, coloridos, com desenhos e figuras, de histórias famosas como "Cinderela", "Branca de Neve e os Sete Anões", "Chapeuzinho Vermelho" , ou mesmo historinhas não muito conhecidas. Fui também acostumada a ouvir histórias, aquelas mesmas de sempre: é perigoso falar com estranhos já que existem lobos maus, é feio sentir inveja já que pode-se ter o mesmo destino da madrasta da branca de neve, aventuras do sítio do pica-pau amarelo, entre outras. Lia muitos gibis da " Turma da Mônica"! Até hoje os tenho, é uma pequena coleção de almanacões, revistinhas e gibizinhos fofos, que lia, pintava e com eles brincava. Também adorava mitologia, principalemnte a grega, que, aliás, é a mitologia mais apelativa e interessante para alguém que incicia-se no mundo mitológico. Já mais velha, ganhei um livro da minha dinda de contos-de-fadas de vários países do mundo, "Volta ao Mundo em 52 Hisórias" é o nome do livro e ele foi e é minha pequena paixão. Lia, contava, relia. E não eram apenas histórias e folclores de diversas regiões do globo, eram também curiosidades, dados culturais e informações interessantes que o livro trazia. Era simplesmente uma viagem, mais linda que uma criança de hoje normalmente tem com a tv. Hoje em dia, essas crianças realmente possuem desenhos e programas infantis bem legais, mas nada que substitua o prazer de ler, de descobrir o mundo atravéns dos livros e a presença do pais. Mais uma vez, a televisão e a tecnologia são boas, mas deviam servir mais como um complemento da formação do jovem pela leitura e não como as responsáveis por sua formação e educação. Questiona-se até os valores transmitidos pela mídia para esses jovens. Eu me questiono se, hoje em dia, existe ainda qualquer valor.
Se a leitura é tão importante assim, deveria então ser alarmante a verdade incontestável de que o povo brasileiro não possui o hábito de ler. Porém, tais pessoas passam a vida sem cultiva esses costume e são capazes de dizer que nunca sentiram falta. Nem se alarmaram. Elas vêem o telejornal, trabalham, criam seus filhos, votam, são cidadãos. Entretanto, ses essas pessoas lessem mais, talvez descobrissem que tipo de cidadão elas escolheram ser. O cidadão comum ou o cidadão pensante, que realmente entende as notícias do telejornal, que trabalha bem, que cria seus filhos com úteis experiências e boas instruções, que votam com consciência.
O livro abre as portas do mundo. De vários mundos. Noções de espaço, culturas e sociedades se alargam em suas páginas. O livro faz do homem um ser pensante, crítico, instruído e informado. Crianças com mais imaginação, jovens com mais esperanças e adultos com mais vontade são as conseqüências desse bom hábito, tão pouco refletido no país. Quantos sentimentos e conhecimentos as pessoas perdem duarante uma vida sem ler! Este, na verdade, deve ser considerado o capítulo mais vergonhoso da cultura brasileira: a extrema falta de leitura deste povo.
Pena que pessoas que deveriam ler este texto não lêem...
Obs: o texto em preto é a minha redação na íntegra e o em rosa são os detalhes nos quais eu pensei na hora de escrever mas, claro, tive que cortar, ou então são detalhes interessantes sobre a minha própria experiência com livros.
Obs2: o início desse post foi escrito em 19 de fevereiro de 2008, assim como a redação; mas eu acabei por terminá-lo em 28 de julho de 2008.
Beijos!! E boas leituras!
